/ Retalhos de Inspiração: Agosto 2009

segunda-feira, agosto 31, 2009

Coração inquieto


Na inquietude do meu coração,
não lamento tua distância,
pois bem sei, que ela não será
o termômetro do nosso querer.

Lamento sim, a ausência do toque,
para que pudéssemos sentir
calor e chama invadirem nossos corpos,
numa simbiose perfeita.

Entrelaçados em abraços simbólicos,
sentimos o sabor do amor,
como uma lágrima quente
derramando sobre a face!
Copyright © 2009 By Lysette Carvalho
All rights reserved

quinta-feira, agosto 20, 2009

Solidão assustadora


Falo contigo solidão assustadora,
não venhas fazer morada,
no silêncio das minhas madrugadas.

Esta pequena centelha,
que ainda resta no meu coração,
não abrigará lembranças núbilas...

Segue teu caminho enfadonho,
procura outro abrigo.
Deixa teu ávido desejo assustador
se perder aos ventos.

Copyright ©2009 by Lys Carvalho
All rights reserved.

Dei-te


Dei-te tudo que tinha,
meus sonhos, minhas esperanças,
minha dor e meu amor.

Dei-te minhas lágrimas puras,
uma saudade profunda.

Dei-te meu sangue,
minhas noites de insônia,
minhas fantasias.

Dei-te minha bondade,
minha inocência.

Dei-te tudo que tinha,
as mais lindas poesias,
nada faltou.

Dei-te minha pureza,
meus beijos doces.

Dei-te minhas carícias
sem pudor, com paixão,
com ardor, rendida.

E tu, com teu desamor,
nada me deste.

Copyright © 2009 By Lysette Carvalho
All rights reserved.

terça-feira, agosto 11, 2009

Lembranças vivas

Como gosto de ler o romantismo
das histórias do trem, das velhas estações,
do vai- e- vem dos viajantes pensantes.

Como gosto de ler
sonhos de bondinhos levando saudades
nos trilhos, com som de carroça velha,
como se não fosse chegar ao ponto final.

Como gosto de ler
poesias que falam das praças,
onde o passado, ainda úmido na memória,
faz lembrar as bandas e coretos.

Como gosto das poesias
que lembram os amantes passados,
que de mãos dadas, demonstravam seu amor.

Como gosto de lembrar os olhares furtivos
que encabulavam as mulheres;
com um piscar de olhos,
faziam os corações dispararem.

Como gosto de ouvir Noel, Nelson, Maysa,
Ângela Maria, Caubi, Elizete Cardoso e outros...
Tentando fazer um duelo com minha memória,
com certeza muitos foram esquecidos.

Do passado nostálgico,
ficamos com as lembranças vivas,
cantadas em versos e prosas por poetas,
eternizando toda uma história.

E assim seguem os trenzinhos, os bondinhos
e o tempo que suavemente vai passando,
deixando suas marcas e saudade.

Copyright © 2009 By Lysette Carvalho
All rights reserved.

Ausência


Minha memória inunda-se de lembranças,
frias e cálidas, do dia que partiste.
As mãos acenando, num vai-e-vem,
marcavam um adeus...

A chuva, fina e fria,
molhava meus cabelos,
enquanto as lágrimas quentes
rolavam pela face.

Que cruel manhã!
De nostalgia, meu coração,
em luto, amarga tua ausência.
E...aquelas mãos, no vai-e-vem,
eternizavam tua lembrança.

Copyright ©2009 by Lys Carvalho
All rights reserved.

O relógio


O relógio bate forte na madrugada fria.
Com os olhos úmidos de tantas lágrimas,
recordo uma trágica lembrança.

E as batidas do relógio
já não soam tão fortes...
Tudo muito fugaz, rápido passou...
A vida já não tem sentido.

Copyright ©2009 by Lys Carvalho
All rights reserved.

Sonhar


Quero que me deixes sonhar
como a liberdade dos pássaros.
Quero que junto comigo,
viajes nas minhas ilusões...
Quero que faças de mim
teus mais íntimos desejos.

Vamos juntos ultrapassar as margens
de todas as carícias loucas,
mergulhar na sombra deste louco amor.

Destemperar todas as certezas,
desvendar todos os mistérios,
enlouquecer nossos corações,
incendiar nossos sonhos..

Vem!
Destemido, enlouquecido, desvairado...
Vamos mostrar para o mundo
que a paixão é lúdica, louca e fugaz.
Copyright © 2009 By Lysette Carvalho
All rights reserved

quinta-feira, agosto 06, 2009

Casa grande


Mirando teu retrato,
fria, pálida e indolente,
recordo os momentos
de uma felicidade passageira.

Nossa casa grande de janelas azuis
refletia um sol brilhante, nas tardes de verão.


Quão belas tardes que juntos passamos,
cantando tuas canções e ouvindo tuas histórias.
Aquela casa grande ainda lá se encontra,
no meio de grandes jardins floridos e verdes...

Mas nosso passado junto se foi...
com tuas lembranças, uma felicidade passageira.

E teu retrato, mágica recordação,
não me deixa esquecer teu jeito, teu olhar,
teu sorriso sincero, aberto e branco como a neve.

Quantas saudades!...
Copyright © 2009 By Lysette Carvalho
All rights reserved

segunda-feira, agosto 03, 2009

Noite


A noite chega vazia e tristonha
a chuvinha cai mansa
como as tristezas que me afligem.

Sigo caminhando sem destino
como uma andorinha perdida,
desgarrada do bando.

A noite escura cobre com seu manto
as dores de uma imensa saudade.
Sua partida deixou marcas de solidão
que o tempo jamais apagará.

Agora, sou uma andorinha sem ninho,
uma mulher sem destino,
uma flor sem cheiro,
um olhar sem luz.

Sou apenas...Saudade!
Copyright © 2009 By Lysette Carvalho
All rights reserved